Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
Os modelos didáticos e as TIC nas tecnologias

O aparecimento das tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino estão diretamente relacionados com  o aparecimento do ensino à distância. Apenas com a mediação tecnológica se poderiam quebrar as barreiras do espaço e do tempo que são as características mas marcantes deste método de ensino.

 Em seguida apresentamos um breve resumo das gerações de modelos didáticos mais marcantes no ensino recorrendo às tecnologias de informação e comunicação. 

 

1. A Pedagogia cognitiva comportamental no ensino à distância

As pedagogias cognitivas e comportamentais têm como princípio noções de aprendizagem que são geralmente definidas como novos comportamentos ou alterações de comportamento. Esta teoria tem o foco no individuo e na necessidade de medir os seus comportamentos, não atitudes ou capacidades (Anderson and Dron, 2011: 82). Os principais teóricos sobre esta metodologia são: John B. Watson, Edward Thorndike e B.F Skinner.

Estas ideias teóricas conduzem a esquemas de ensino como o de Gagné em que o ensino é orientado a metas e objectivos específicos e que tem um processo iterativo de tentativa e revisão para atingir as metas definidas.

Esta máquina é bastante representativa desse modo de pensar, é uma invenção mecânica de Skinner que automatizava a tarefa de instruir programadamente. 

Os modelos de educação à distância com base nos modelos cognitivos comportamentais enfatizavam a importância da utilização de um modelo de design pedagógico em que os objectivos de aprendizagem estão claramente identificados e mencionados e existem independentemente do aluno e do contexto de estudo. 

 

2. A Pedagogia social construtivista no ensino à distância

Vygostky é provavelmente o autor mais significativo na pedagogia assente na teoria do construtivismo social. As pedagogias do construtivismo social desenvolvem-se em simultâneo com as tecnologias de comunicação bilaterais. Estas tecnologias permitem a transmissão de informação mas acima de tudo interações síncronas e assíncronas entre os estudantes e entre estudantes e professores. Estas tecnologias trazem uma flexibilidade ao ensino à distância que até então, se baseava em modelos de entrega estáticos. A pedagogia assente no construtivismo social reconhece a natureza social do conhecimento e da sua criação (Anderson and Dron, 2011: 84).

Os professores não se limitam a transmitir o conhecimento para que este seja passivamente aceite pelos alunos, cada aluno constrói meios pelos quais os novos conhecimentos são criados e integrados com o conhecimento existente.

No sistema construtivista existe uma mudança de paradigma do professor que se torna mais num guia, que assume a o papel de criar as atividades e o sistema em que as aprendizagens ocorrem (Anderson and Dron, 2011: 85).


3. Pedagogia conectivista no ensino à distância

O conectivismo é conhecido como a 3ª geração da pedagogia da educação à distância. É uma teoria de aprendizagem adaptada às novas tecnologias e à envolvente da sociedade em rede (Leal, 2009). Os principais impulsionadores da pedagogia conectivista são George Siemens  e Stephen Downes.

A pedagogia conectivista funda-se na construção e manutenção de ligações em rede associadas a temas e assuntos emergente. Para Leal (2009) esta pedagogia centra-se essencialmente no facto de a aprendizagem se relacionar com a tecnologia e com as teorias da complexidade e de auto-organização. No modelo conectivista o aluno assume um papel de pleno ativista na produção do seu próprio conhecimento, ele pesquisa, analisa e filtra o que realmente é importante e fundamental para si (Anderson and Dron, 2012: 8)

O conhecimento parte do indivíduo para a comunidade em rede. O facto de se centrar na rede possibilita o cruzamento de vários indivíduos em comunidade proporcionando a construção do conhecimento que deixa de ser individual para ser coletivo e deixa de ser interno para ser “aberto” à comunidade que se relaciona em rede (Siemens, 2004).

A produção do conhecimento é feita a um ritmo acelerado fortemente impulsionado pela rapidez que a tecnologia permitiu incrementar na aprendizagem. Esta rapidez é um dos princípios do conectivismo, a construção do conhecimento é feita de forma rápida e está em constante mudança devido à continuada informação que se vai recebendo. 

O conectivismo coloca nas ferramentas tecnológicas da web 2.0 todo o poder de produção e construção de conhecimento.

Até ao momento as pedagogias de ensino têm acompanhado sempre a evolução da tecnologia qual será o futuro?

 

Bibliografia

Anderson, T., & Dron, J. (2011). Three generations of distance education pedagogy. … Review of Research in Open and Distance Learning. Retrieved from http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/890

 

Anderson, T., & Dron, J. (2012). Learning technology throught three generations of technology enhanced distance education pedagogy, 1–14.

 

Siemens, G. (2004). Connectivism: a learning theory for the Digital Age  Retrieved 22 de janeiro de 2013, 2013, from http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm




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